Meu Vizinho Lobo - 19 Capitulo


                                                                                  19 Capitulo:
   No dia seguinte Lucius esperava DV em seu escritório enquanto deixava Mila dormindo. Como estava de manhã e DV era um dos vampiros mais antigos que ele conhecia, Lucius preparou seus homens para que o escoltassem até o quartel em segurança por meios subterrâneos. Como a propriedade que Lucius havia escolhido para se instalar era muito antiga e tinha vários tuneis que atravessavam a cidade e iam muito além, ele havia escolhido exatamente esse lugar por isso. Sem mencionar que muitos desses tuneis foram cavados por ele e seus homens para atacar seus inimigos em modo surpresa, pois muitas vezes eles tinham poderes que os favoreciam. Ele não podia dizer o mesmo de seus homens. Se comparar as outras criaturas sobrenaturais com a natureza dos lobisomens...os lobisomens sempre seriam mais selvagens.
    
   Lucius agradecia por ser de uma espécie antiga que tinha uma certa resistência, o suficiente para não morrer facilmente.
   
    Quando DV chegou e viu o que Lucius havia preparado para seu encontro, ele parecia surpreso. Lucius havia comprado um vidro especial desenvolvido para vampiros que não deixavam os raios uv atravessarem o ambiente e ele tinha ganho um bônus pela sala estar maravilhosamente iluminada. Ele mal podia conter o orgulho que estava sentindo de seus homens por trabalharem com tanta rapidez em questão de uns pares de horas.

   DV sentou-se numa poltrona em frente a Lucius e o cumprimentou com um aceno de cabeça.

— Devo dizer que estou impressionado com você Lucius. — Disse o vampiro antigo com uma aparência jovial. Se Lucius fosse humano daria cerca de uns 30 anos humanos para o homem à sua frente.

    Lucius fez um gesto com a mão e um de seus homens trouxe uma bela moça que se sentou no braço direito da poltrona de Darius V.

— Deve estar com fome. Foi uma longa caminhada. — Lucius disse indicando para Darius aceitar.

— Não sei se devo... — Disse relutante. — Minha mulher é um pouco ciumenta...

     Lucius sorriu educadamente.

— É somente negócios companheiro. Nada mais...profundo.

    Com isso Darius pegou o braço da sua acompanhante e a hipnotizou com apenas um olhar. Quando a mordeu ela não deu um piu sequer, nem expressou descontentamento. Apenas encarou o vampiro enquanto ele matava sua sede. . Ela teve a ousadia de olhar o vampiros nos olhos e Darius a pegou com seus olhar, seu poder. Agora ele a tinha e poderia fazer o que quisesse com ela, mas claro...ele não faria nada, pois seria falta de educação com o anfitrião da casa.

— Velhos hábitos não morrem, não é?! — Darius disse logo após soltar seus lábios e limpar o sangue que escorria dele com um pano que a moça o entregou.

— Estamos evoluindo.

     Darius se posicionou na cadeira e encarou Lucius duvidoso.

— Aceitei sua oferta, pois acredito que os mundanos conspiram contra nós debaixo de nossas fuças.

  Lucius concordou com um aceno.

—Sem dúvida, porém acho que não serão muito espertos. Creio que tomarão decisões de acordo com as criaturas sobrenaturais que dominam suas regiões. Por isso pensei que poderíamos trocar alguns soldados para se infiltrarem no território inimigo.

— Está certo que isso não criará um alarde maior? — Darius perguntou cauteloso. — Meus homens têm problemas com luz do sol, Lucius. Se descobrirem que o território Lycan tem vampiros infiltrados a seu favor. Eles vão juntar forças e provas para nos retalhar.

— Já pensei nos riscos. — Lucius passou a mão em seu cabelo para arrumar as mechas que caiam sobre seu rosto. — Caso isso aconteça...Declararemos guerra.

   Darius levantou de sua cadeira exasperado.

— Isso não deu muito certo a milênios atrás.

— Eles tinham bruxas a seu favor. — Lucius retrucou. — Elas ergueram o véu para nos manter longe de suas amadas crias, porém de acordo com que os anos foram passando, pensavam que estavam seguras, mas foram caçadas pela religião e pessoas de má fé. Elas não vão interferir dessa vez. Elas aprenderam a lição.

    Darius concordou com a cabeça.

— Você terá meus homens Lucius, mas se algum humano tentar ferir minha família com suas famosas armas e tecnologias... Deixarei suas cabeças em estacas em meu território para que sirvam de exemplo. Se não vão nos respeitar como iguais, farão por medo.
   
 Darius saiu do local depois da reunião logo depois de Lucius decidir infiltrar um homem jovem que havia sido convertido por um dos homens de Darius depois que o véu havia caído. Sua identidade humana ainda prevalecia, já que todos desconheciam que o pobre rapaz já estava morto há meses.

  — Como é seu nome meu jovem?

   O rapaz levantou seu rosto. Seus olhos verdes encarando os azuis gelo de Lucius. Seu cabelo era castanho e seu rosto congelado pela eternidade com uma barba por fazer. Não devia ser difícil para ele conseguir alimento, principalmente com as mulheres, muito menos com os homens. E Lucius tinha a impressão que o rapaz sabia exatamente onde estava seu poder.

  — Meu nome é Thomas Hamilton.

  Lucius levou Thomas para uma sala no subterrâneo e o apresentou para sua matilha.

— Esse é Thomas Hamilton. Ele será nossos olhos e ouvidos em nosso território. Ele irá se infiltrar nas mídias e nas igrejas da região, que é onde mais somos odiados. Como vampiro, ele pode ouvir coisas e fugir rapidamente do local já que ele não pode ser morto por balas e vampiros conseguem hipnotizar pessoas. Dificilmente vão imaginar que nos aliamos com vampiros, já que de acordo com seus filmes e cultura atualmente, na cabeça deles... vampiros e lobisomens são inimigos mortais.

  Seus homens pareciam um pouco relutantes em concordar com o plano de Lucius, mas por fim aceitaram.

Ele escolheu a dedo qual de seus homens iria se infiltrar no terreno vampírico para Darius.

— Logan! — Lucius disse em alto e bom tom. — Você deve se apresentar a Darius ao anoitecer para ajudá-lo com o território vampírico. Eles também precisam que alguém se infiltre em sua região.

    Logan parecia satisfeito e pronto para uma briga. Ele se moveu rapidamente pelos cômodos para preparar sua mala e seu carro com o que precisasse. Embora tivesse cicatrizes no corpo, seu rosto continuava intacto. Logan tinha uma pele que muitos humanos podiam descrever como cor de chocolate e o próprio Lucius lembrou que chegou a perder vários encontros por que elas preferiram Logan. Ele era um companheiro de guerra leal e sem dúvida mortal. Fora que seu amigo tinha uma memória eidética, por isso ele era perfeito para a missão.

      Lucas apareceu na sala logo que Logan partiu do complexo.

— Lucas você pode mostrar o quarto em que Thomas ficara enquanto estiver sob nossos cuidados?  — Lucas concordou com a cabeça, embora parecesse desanimado.

— Me siga. — Disse ele e partiram.

Cada um de seus homens partiram em uma missão e Lucius decidiu refazer um jantar no complexo para animar o coração de seus homens.

    Eles caçaram ao entardecer e eles mesmos cozinharam e trataram das bebidas. Era uma coisa de matilha, sem humanos. Mila passou a tarde com Lucas e sua prima Daila o que o deixou tranquilo e quando tudo estava pronto, eles desceram.

Todos se sentaram numa longa mesa e todos comeram satisfeitos e felizes até que Jane chegou. Nada feliz .

— A matilha come sem seus integrantes agora ? — Disse raivosa com seus olhos brilhando num tom âmbar. Sua parte lobo dominando seu corpo.

 Lucius revirou os olhos como se ela fosse uma criança mimada.

—  Todos desceram quando tinham que fazer, ninguém é obrigado a esperar a madame decidir que horas está com fome. — Disse ele como se fosse o pai dela. Mila não estava gostando nada.

— A casta inútil parece que tomou meu lugar, pensei que tinha me livrado de toda essa espécie.

  O Coração de Mila deu um leve salto. Ela estava com raiva pelas palavras de Jane, mesmo nunca conhecendo outro igual a ela, mesmo nem sequer sabendo o que era direito. Era como carregar a raiva de sua espécie contra aquela mulher.
Mila riu com sigo mesma e vários lobos a encararam.

— Desculpe... — Disse Mila ainda com um sorriso no rosto. — Achei engraçado alguém que nem mesmo consegue controlar sua parte animal e deixar seu filho seguro, me chamando de inútil.

  A tensão na sala dobrou o bastante para todos sentirem a presença da morte e do ódio no ar.

— Como é que é?!!! — Jane gritou enlouquecida desferindo seu punho sobre a mesa fazendo-a tremer e criando uma leve rachadura.

   O cachorro de Mila protetoramente sentou-se ao lado de sua dona.

— Não é por isso que você caçou varias da minha espécie? Até pensar que havia exterminado a todos?! Por que podemos fazer o que vocês não conseguem. Deixamos nossos bebes poderosos e seguros.

   Aquilo foi a gota e Lucius podia sentir. Vários lobos tentaram agarrar o corpo de Jane enquanto a mesma saltava sobre a mesa com suas garras expostas em direção a jugular de Mila, mas nenhum foi rápido o bastante. Daila só não foi pega junto, pois Lucas a puxou rapidamente para perto dele.

    Todos podiam ver Jane tentando morder o pescoço de Mila, enquanto ela segurava a cabeça de Jane com suas mãos e gargalhava daquilo.

— Pode morder á vontade querida. Pode até arrancar um braço e eu ainda poderei carregar o que você não pode.

  Daila sentia algo em seu coração, uma urgência, uma ansiedade. Ela esperava ver sua prima se transformando em frente a seus olhos e mostrando para a loba quem mandava.

— Saia já! — Gritou Lucius agarrando Jane pelas costelas. Ele não podia mata-la já que ela era da matilha e mesmo que Mila fosse sua humana e casta, Mila somente seria vista como uma casta, e não como loba. Mesmo se transformando em uma.

  Jane mordeu o rosto de Lucius e ele cambaleou para trás surpreso. Ela tinha seus defeitos e tinha dificuldades de controlar sua ira, mas Jane nunca tentou machucar um dos seus fisicamente.

  Mila viu a surpresa e dor no rosto de Lucius e seus olhos brilharam em resposta. Seus músculos se alongaram junto com seus braços transformados e Jane foi arremessada para a outra ala. Antes mesmo de levantar Jane levou um chute no estomago que a fez parar na parte do complexo que estava em construção. Seu corpo ficou preso entre os materiais e fios expostos. Ela lutou, mas o chão de madeira cedeu com seu peso e suas garras afiadas e Jane caiu num imenso buraco escuro.


   Os outros só ouviram seu uivo de dor e seu corpo batendo no fundo.


                               

Um comentário:

  1. Nossa amei ,me sentir na história,queria tipo fazer parte desse conto ,como mimi a loba ,atrapalhada ,mas ninguém na verdade o lado que ela serve ,viajei agorakkk.

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