Guia De Sobrevivência Contra Zumbis



"Os homens tem a força, Nós temos as táticas e o Guia Contra Zumbis para garotas.!"


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Fugindo do Inferno - Capítulo 5



Não me lembro direito, mas havia caído no sono em seus braços. Levantei morrendo de vergonha por te-lo abraçado enquanto dormia e tirei minha mão de seu peito lentamente.

− Desculpe... Faz muito tempo que não durmo...

   Ele sorriu e olhou para o lado do barqueiro do qual me encarava de um jeito estranho.

− Tudo bem, eu te entendo... – ele disse passando a mão pelo cabelo e parecia bom de faze-lo. Eu queria faze-lo também. – Sou Castiel.

− Tipo anjo?

− Mãe religiosa, desculpe a decepção.

− Graça.

   Ele chacoalhou a cabeça em descrença.

−  Seu nome... ou.. está brincando comigo?

−  Meu nome.

  Ele riu. – parabéns a nós então ! – Ele estendeu a mão para me cumprimentar e eu a peguei.

− A nós..

     Olhei de canto de olho Caronte e pude jurar que ele revirou os olhos e fez cara de enjoado.

− Você passou décadas tentando fugir e me aparece acompanhado. O que passa Cass... – Por um momento pensei que estava ficando louca, mas não. Caronte tinha soltado essa tão de repente que nós perdemos a fala.

− Melhor uma na mão do que nenhuma Caro.

  Uma risada malévola veio do corpo ossudo e ele apontou um dedo acusador para ele.

 − Não pode mentir para o mensageiro da morte Castiel. Você tem sentimentos por essa mulher  !.

  Castiel desviou seus olhos dos meus quando o encarei. Cheguei a pensar em perguntar se era verdade , mas era melhor não saber no momento por que não estávamos livres de Luke.

  Mas decidi perguntar ao invés :

− Estamos fugindo de Luke ou do inferno ?

− Do inferno.

   Ele pareceu levemente irritado com a mudança de assunto, eu não queria fazer com que a declaração que ele tinha sentimentos por mim algo sem importância, mas eu não podia criar esperança para novamente Luke tirar de mim.

− Como isso é possível? – perguntei chegando  perto dele novamente, perto o suficiente para sentir um calor, humano, e não um calor que vinha do fogo do inferno.

   Ele segurou minha mão, um abito que ele criou desde que fugimos de Luke, que era apenas há algumas horas atrás .

− Fiquei décadas lá e passei tempo achando um jeito de sair. Precisei achar um jeito de achar uma moeda especial do qual o colega ai – Ele disse apontando para Caronte do qual fez um Jóia com a mão em retorno. – só aceita de um certo tipo. Tive que fazer coisas, conversar com coisas do qual não queria e esse ai – Disse apontando novamente para ele. – Me deu algumas dicas e conselhos para sair dali , mas só por que eu não deveria estar ali.

      Aquilo não me pareceu nada estranho , na verdade fazia com que tivéssemos mais em comum do que eu gostaria.

− Eu também não deveria estar lá – Comecei meu desabafo – Minha mãe começou a fazer algo ruim e Luke , como eu chamo o senhor das trevas, bem... ele passava muito tempo lá e minha mãe quis fazer uma troca. Ele me levava e ela continuava a gastar o dinheiro do demo dela.

    Ele não sorriu, mas fez cara de nojo e engoliu em seco.

− Aconteceu algo parecido comigo, mas foi meu irmão. Meu irmão gêmeo . – Disse começando o seu próprio desabafo – Meu irmão gêmeo fazia muitas coisas ruins com outras coisas ruins e Luke, o cara maluco lá embaixo estava na cola dele. Então no lugar de Luke levar meu irmão...ele me levou – Ele limpou a garganta com um pigarro – Ele disse que uma alma boa no inferno vale mais que um milhão de almas ruins. Fora o fato disso deixar anjos e Deus levemente tristes e irritados.
         Era isso então. Luke queria provocar Deus levando almas boas para o inferno e por acaso umas dessas almas era eu. Eu não era importante para Luke ou útil, então por que ele estava atrás de mim ? ele simplesmente poderia nos deixar ir e pegar mais algumas almas mundo a fora. Mas ele preferiu ir atrás e nos perseguir .

− Se não fossemos importante por que Luke viria atrás de nós? – perguntei e não só Castiel, mas Caronte também refletiu .

− Por que são puros. – Nós olhamos para Caronte e em sua face ossuda e sem pele vimos um brilho estranho. – O verdadeiro mal gosta de usar pessoas puras e de bom coração ou até melhor, virgens ou crianças. Quanto mais o mal corromper o puro, mais forte ele fica.

      A explicação dele era boa , mas não o suficiente. Eu era virgem e me considerava boa de coração, mas não tão pura o suficiente para o mal me corromper. Ele havia feito isso a minha mãe e a minha irmã, que era criança e pura, mas não conseguiu me fazer passar para o seu lado.

− Não acho que eu seja tão pura do jeito que você fala. – Castiel me olhou de um jeito estranho, como se me perguntasse com os olhos com quantos homens eu havia saído e o recriminei com os meus próprios. – Não é o que você esta pensando ! É só que... 
– Tentei começar minha explicação e tudo que Castiel fazia era olhar para mim como se eu estivesse prestes a lhe contar um monte de coisas mundanas ! – Eu tenho uma irmã de dez anos e ela é praticamente um demônio ! Ela é criança e eles são considerados puros, então por que ele me levou ao invés dela ?
       −Não é como se eu quisesse que ele a levasse, mas eu só quero ter as respostas  .

    E todos voltaram a pensar novamente.

    − Talvez você tenha algo que ele queira, − Caronte disse e podia jurar que o cara estava rindo.

   − Acredite em mim. Não tenho. Ele coisas fortes e más trabalhando para ele e um zilhão de amantes siliconadas que fazem tudo que ele pede. Perto disso eu não tenha nada a oferecer. Eu não o obedeço , não durmo com ele e se tivesse que faze-lo faria com outra pessoa primeiro...

   Caronte olhou para Castiel e ele ficou vermelho e mesmo sem querer eu fiquei também.  Eu não quis dizer aquilo com aquele significado ! Eu só queria dizer que qualquer outro era melhor que Luke e não que daria uns amassos em Castiel primeiro, embora a ideia agora não fosse ruim.

− Talvez ele te queira por que sabe que não pode ter. – Caronte veio novamente como se todas as respostas fosse alguém sentir atração por alguém. Como Castiel não fugiu antes por que estava apaixonado por mim e que eu não me entreguei a Luke por que era apaixonada por Cas, e que luke me queria por que nunca ia ter e assim continua o ciclo vicioso.

− Ele poderia fazer uma de suas amantes se parecer comigo... ele já fiz isso uma vez ou duas,

   Castiel me olhou chocado.

− Não gostei de ver um monte de eus numa suruba conjunta com Luke. Eu fiquei com nojo de mim mesma... – Castiel e Caronte riram como se eu tivesse contado uma piada, mas eu realmente havia ficado com nojo quando vi a mim mesma fazendo vários tipos de coisas... de vários modos.

− Eu também não ia gostar disso ... – Disse Castiel mexendo a cabeça como se tivesse um inseto em seu cabelo do qual ele queria se livrar.

− Sei não ... – Caronte começou  − Você até que é gatinha .

   Com essas palavras eu cai na risada. Era engraçado me ver gargalhar daquele jeito quando fiquei anos sem dar sequer um sorriso de verdade.

− Você é o cara mais simpático que já conheci.

− Hey, ! – Castiel protestou divertido. – Achei que eu fosse o simpático !

   Eu nem percebi mais estava abraçada com Castiel novamente e me afastei disfarçadamente quando percebi. Parecia algo tão normal abraça-lo como era respirar.

− Ahhh O amor ! – Caronte suspirou. – Me avisem se  encontrarem uma caveira bonitona , ok?!

− Já assistiu The walking Dead ? – Perguntei e ele fez jóia para mim .

− Monte de Zumbis Gostosas ! – Ele respondi e eu ri. Castiel me puxou para ele e mexeu os lábios para gesticular um “− O que é isso?” E dei um tapinha em seu peito e disse um depois eu te explico.

       O barco seguiu por mais um tempo em linha reta e depois parou abruptamente .

− Só posso leva-los até aqui.

  Eu olhei para o lugar e tinha um arco com palavras escritas em fogo nele, eu li e não gostei do que li.

− Estamos fodidamente ferrados Cass.

− Que foi ?

     Caronte olhou onde meus olhos acabaram de estar e acho que fez careta, era difícil de saber quando não se tem pele no rosto. Ele procurou uma coisa no barco e deu para Castiel. Um braço inteiro ossudo.

− Que merd.... – Antes que ele pudesse terminar eu coloquei a mão em sua boca.

− Shhhh. Vai acordar o cãozinho do Luke. – Sussurrei e ele fez que sim com a cabeça  para sinalizar que ele tinha entendido.

− Obrigado . – Dissemos em uníssono e Caronte partiu. −Caso um dia o mundo acabe em zumbis eu gostaria que ele passasse uma temporada conosco.  – Eu disse mais para mim mesma do que para Cass, mas ele pareceu concordar.

− hummm , vamos precisar mesmo dessa mãozinha. – Disse Cass prendendo a mão em seu cinto. – É melhor irmos pelas beiradas e olhar onde pisamos , qualquer barulho e a merda vai para o ventilador.
     Eu olhei em volta e tudo que conseguia ver era o arco com as palavras
Cérberus
 Escritas em fogo e folhas e cascalhos cobriam todo o chão, mesmo se tivemos muito cuidado, seria pouco.

     − Eu tive uma ideia . – sussurrei.

  Ele não ia aceitar mais não tinha muita escolha, pois dos dois eu sabia que quem tinha mais conhecimento sobre cães do inferno era eu.

−  Você me explica o caminho que vai seguir... eu distraio Cérberus e te encontro no final seja lá qual for.

    Cass quase teve um ataque.

− Enlouqueceu ? Não vou te deixar sozinha !

− Vai ter ! – Respondi de volta. – Cérberus tem seus filhotes , se nos pegarem juntos vai ser mais fácil nos cercar e se tivermos separados um vai ter mais chances de escapar.

    E esse alguém que tinha mais chance era ele. Pensei . mas não ia me arrepender, se ele estivesse fora não precisaria me preocupar com Luke atrás dele, mas mesmo assim faria o possível para continuar ao seu lado.

− Confie em mim. Eu consigo.

   Não sei se foi minha feição ou o modo com que eu disse as palavras mas ele cedeu.

− Só siga reto não importa o que aconteça. Vai ter dois tuneis e ambos vão para lugares diferentes. O direito vai para onde vamos e o esquerdo vai para a zona dos abandonados. Tudo que é esquecido, abortado e doloroso está lá. Entende ? Direito não esquerdo. Eu vou pela margem do rio e te encontro no final. – Ele pegou e me deu o braço ossudo. – Eu vou pegar mais pelo caminho.

    Estava prestes  a seguir o meu caminho quando ele me puxou e me beijou. Foi um beijo rápido, sem língua, mas mesmo assim aquele beijo enviou um milhão de sentimentos para minhas funções nervosas. Quando ele se separou ficou com sua testa grudada na minha.

− Se eu não aparecer vá sem mim. – Ele disse e quase bati nele. Castiel ia conseguir. Iriamos juntos sair dali ! Ele não podia me fazer gostar dele simplesmente para me deixar só depois.

    Eu o beijei para afastar pensamentos ruins, e não foi um beijo rápido. Foi lento, apaixonado necessitado e de língua. Se ele pensava que não conseguiria era melhor um dos dois pelo menos ter algo bom para lembrar caso um não conseguisse. Quando me afastei ele estava com um pouco sem ar.

− Não vou sem você , então é melhor se esforçar. – Eu disse e sai correndo antes que ele tentasse me convencer do contrario. Eu não tinha tempo para pensar em coisas ruins por que tinha que enfrentar meu carma astral. O Cãozinho do tamanho da minha escola que tinha três cabeças !



         

                             

Fugindo do Inferno - Capítulo 4


    
    Estávamos correndo em direção ao desconhecido, com um desconhecido que eu nem sequer sabia se podia confiar nele, mas mesmo assim eu tinha pego sua mão e corrido para longe de Luke do qual quando acordasse, não importava onde, quando, nem o lugar , ele me encontraria e faria coisas comigo de diversas formas e jeitos que faria me arrepender de ter fugido dele e tinha certeza que desta vez eu iria sucumbir e fazer suas vontades apenas por uma punição mais leve.
    
Corremos até os confins do inferno chamado de Cova do Basilisco  onde uns dos bichinhos preferidos de Luke estava , continuamos correndo e o homem me puxou para seus braços me levando para baixo, debaixo de um matagal tão grande que dava para esconder uma vaca nele.

- Shhhhh.  Ele sabe que estamos aqui. – Ele sussurrou e no mesmo minuto pude ver a cabeça do Basilisco aparecendo em meu campo de visão. Seu Corpo enorme rastejando pelo caminho que estivemos correndo tentando pegar o nosso cheiro ou nosso rastro.

    Minha respiração estava irregular, muito diferente da dele que estava em perfeito estado. Eu corri. Muito nesses anos com asma e mesmo assim não conseguia manter a respiração uniforme ou me manter calma como ele. Tudo que consegui pensar era o que Luke faria comigo. Todas as vadias que faziam todas suas vontades tinham sido reduzidas ao pó num instante apenas por ter me visto olhando outro alguém que não era ele. Então o que ele faria comigo por ter fugido com esse homem? O que faria e quanto tempo isso duraria ? Eu sabia a resposta, mas não queria pensar ou dizer em voz alta.

   - Não pense nisso demais, ele vai vir atrás de seus medos. – Ele sussurrou me fazendo temer que ele estivesse lendo meus pensamentos. Ele . Não Luke.

    – Como você sabe? – Sussurrei de volta.

     – Tenho uma vasta experiência com demônios , mais do que gostaria. – Disse sério, sem nenhum tom de brincadeira e um pouco triste. Algo me dizia que Luke tinha algo a ver com isso , pois se não , por que outro motivo ele atacaria Luke?

     – Eu sei, Luke é mais irritante do que parece. – Ele pareceu confuso no começo, talvez por que eu tinha adivinhado do por que de tudo isso estar acontecendo, mas não pareceu irritado e sim levemente aliviado. Pois não precisou explicar a estória longa que provavelmente era igual a minha. Não havia tempo para essas futilidades como conversar quando se está fugindo de um demônio e de uma cobra do tamanho da sua escola.
    
Ele pegou na minha mãe e senti algo que não sentia a muito tempo. Confiança. O poder que um simples toque havia me dado poderia ser minha maldição, por que talvez, se não conseguíssemos.... Não pensei mais nisso. Teria que evitar ao máximo em não pensar em nada que fosse negativo.

    Eu retribui seu toque a apertei com mais força.

– Você vai ter que me explicar algumas coisas depois.

     Ele olhou para o lado tentando ver se o Basilisco estava longe o suficiente para poder continuar com seu plano do qual eu não sabia qual era e depois mordeu seu lábio.

– Tudo bem....

   O chão tremia abaixo de mim. Pequenas vibrações abaixo de meus joelhos de algo próximo se aproximando. Olhei para ele e parecia que não tinha percebido o mesmo que eu e o puxei pelo braço o fazendo ficar de pé e quando firmei meu pé na terra com força, fumaça saiu bem abaixo de mim.

– Seja qual for seu plano é melhor ir rápido por que ele está vindo ! – Gritei sem medo. 

Ele olhou para os lados freneticamente e depois grudou em mim e saímos correndo novamente.

– Não é o Basilisco ! – Ele gritou. Não era uma pergunta.

      Minha bílis subiu e pude sentir o bafo quente em meu pescoço e uma voz dizendo “– Eu sei onde você está !” de Luke.

    A cada pisada a terra rachava e fumaça saia dela. Luke estava vindo com seu fogo bem atrás de nós.

– Luke! Ele sabe onde estamos ! – Gritei ficando cansada enquanto meu coração bombeava tão forte que não conseguia saber se o barulho que estava ouvindo era do meu coração ou da lava estalando.

    Passamos por matos e árvores secas e ao longe dava para avistar o fim. E era nada. Como se tudo que estivemos passado fosse em vão. Não havia continuação na nossa fuga, por que não havia mais trilha. Mas a cada corrida dava para ver uma borda no chão e um brilho estranho saindo dele.

– Pulamos ok?!

  Pular? Pensei, mas pular aonde? Ou melhor no que?

     A terra rachou formando crateras e tirando nosso chão, mas nada estava perdido ainda por que ainda tínhamos pedaços para pisar. Eu escorreguei e o homem me puxou antes que eu tivesse a chance de cair no fogo do inferno, foi quase, mas nesse quase havia dado para sentir o bafo quente da morte em meu rosto.
  
   Chegamos ao final e ao ver minha alternativa quase dei para trás.

    Ninguém passava por lá. Nem ao menos Luke quanto mais nós. O mar de almas . Onde só um podia passar. O barqueiro da morte. Carronte não era muito conhecido na época dos tempos atuais , mas isso não o tornava menos real. Você tinha que ter algo que ele queria e infelizmente sabia que nenhum de nós tinha muito a oferecer, a não ser que ele gostasse de homens bonitos de aparência angelical ou de garotas que cheiram a Luke’s Hell .

    –  Você é maluco? –  Perguntei histérica . –  Eu nunca vou sair dali depois de entrar !
–  Eu tiro você ! –  Ele gritou de volta me puxando mais perto da borda.

 Luke gritou  meu nome e olhei para trás vendo um redemoinho do mal vindo em nossa direção, só que no lugar de ser feito de vendo, era feito de terra e fogo.

–  Ou eu, Ou Luke. Escolhe !

      Como um homem podia jogar tão sujo?! Mas foda-se . Ele venceu vou com ele.
   Preparando meu corpo e puxando o máximo que pude de ar , segurei sua mão e pule. Levou um tempo para perceber que não tinha água, somente almas a minha volta, mas mesmo assim não podia respirar e pouco que conseguia me mexer não dava para fazer muita coisa. Consegui nadar um pouco para cima mas algumas almas agarraram minhas pernas me puxando para baixo. Derrubei lagrimas tristes quase aceitando meu destino onde Luke colocaria fogo onde eu estava e me arrastaria para ele pelos cabelos. Mas meu anjo apareceu. Brilhando em meio a escuridão, nadando em meio as almas e me puxando para cima. Eu não podia descrever exatamente o que senti, mas sentia uma surpresa e felicidade tão grande, que quando minha cabeça surgiu na superfície quase o beijei e teria o beijado se houvesse tempo.

– Você é doido ! Achei que ia morrer lá ! – Não era uma reclamação, mais um desabafo incontrolável.

   E por incrível que pareça ele riu e tive o instinto de bater nele achando que algo havia se apossado de seu corpo.

– Não sei por que, eu disse que te tiraria de lá! – Disse como se fosse óbvio que eu deveria confiar nele. “ besta”.

      Ele envolveu minha cintura com seu braço enquanto ergueu o braço livre segurando uma moeda enorme de ouro e me perguntei onde diabos ele tinha tirado essa coisa? E que eu não devia me surpreender tão facilmente. Ele chacoalhou e começou a dizer alguma coisa em outra língua enquanto um barco se aproximava, e não era um braço qualquer.

– Você está brincando comigo ?! justo ele !

–  Tem ideia melhor ? Sabe como foi difícil conseguir uma moeda da Grécia antiga?

 Eu não respondi e ele não esperou pela resposta., apenas jogou a moeda e o Barqueiro  a pegou com um movimento gracioso de seus dedos ossudos e depois ofereceu a mão para ele subir e logo foi minha vez. Eu não sabia se deveria me sentir aliviada por estar no barco ou alucinada .  Eu ia pegar carona com o mensageiro da morte com um cara que eu nem sequer conhecia!

      Ele disse mais umas palavras e o barqueiro seguiu suas instruções e foi em frente.

– Que coisa foi essa?

– Linguagem dos mortos . – Disse como se eu tivesse perguntado sua comida preferida.

– Como você sabe falar?

– Estou lá a mais tempo do que parece...

    Ele me abraçou e levou minha cabeça ao seu peito como se fossemos um casal apaixonado passeando de barco numa noite romântica .

– Você é tão estranho...

Ele riu.

–  Estranho  é tudo que tive em muito tempo.

Me abraçou mais forte e colocou um beijo no topo da minha testa e pela primeira vez na minha vida , me deixei confiar em alguém ... pelo menos por enquanto. 





                                      


Natal Infernal - 4 Capitulo




Quando tranquei a porta do meu quarto pensei na caca que havia feito, Trevor era um metamorfo. E se toda essa família  fossem metamorfos ? Eles me desmembrariam parte por parte sem dó . Eu nunca havia encontrado outro igual assim e não era burra para não identificar um. Era por isso que me sentia estranha em sua presença, era por causa do que ele era, mas ainda não sabia dos outros....
    Procurei o diário e li as ultimas partes. Não tinha nada relacionado a metamorfos, tudo que estava escrito era fantasias sexuais que ela tinha com Trevor quase todas as noites, mas não realizou nenhuma pois ela escreveu que Trevor havia dito que não faria nada do tipo com alguém como ela. Fútil, mal educada e com aspecto duvidoso. Quando ela escreveu essas palavras quase rasgou a folha pela raiva que estava sentindo ao escreve-las.

− E agora? – Perguntei a mim mesma. Não sabia se Trevor sempre foi um meta ou se o maldito havia tido a mesma ideia que eu e se infiltrado na família por uma boa causa.

    Sentei na janela doida para virar uma mosquinha e ver se conseguia tirar algo de Trevor antes que algo ruim me acontecesse.

Toc . Toc. Toc

   Três batidas na porta e fui distraída de meus pensamentos. Era difícil para uma pessoa que sempre viveu somente com seus pensamentos e angustias de repente estar num lugar que sempre vai ter alguém em sua porta. Era estranho e de certo modo isso me incomodava, mas de um jeito bom. Por que quando alguém bate em sua porta é porque sabe da sua existência e quer estar perto de você . infelizmente a pessoa que queria estar comigo não era quem eu realmente precisava.
        Ao abrir a porta Trevor estava em minha frente. Malditamente lindo com seus olhos claros e cabelo cor de areia selvagemente desarrumado. Estava vestido somente com calças de moletom penduradas para os lados em sua cintura exibindo seu corpo aos meus olhos. Estava diferente de alguns minutos atrás onde sua pele havia se desprendido de seu braço.

− Olá . – Ele disse com um sorriso torto no rosto e senti algo quente passar pelo meu rosto e minhas bochechas queimarem.

− O que faz aqui ? – Perguntei fazendo cara de cansada e coçando os olhos para dar uma ajudinha em minha atuação.

        Trevor andou para dentro do quarto e se deitou em minha cama como se a cama pertencesse a ele.

− Quis te fazer companhia. Cansada ? – perguntou sorrindo e com os olhos brilhando com um certo interesse obscuro. Tentei não olhar demais naqueles olhos e despacha-lo o mais rápido possível por medo de desconfiar que não era quem ele pensava.

− Muito cansada. Dor de cabeça. – Disse passando a mão sobre meus cabelos e indo ao closet para trocar de roupa. Troquei de roupa lá mesmo me amaldiçoando de não ter visto as roupas de dormir primeiro, pois Alysha parecia que gostava de dormir parecendo que ia ter a maior noite de sua vida ! tudo era curto demais, chamativo demais e pano de menos. Peguei uma baby-doll  e coloquei por cima de um shorts curto, assim ele não veria nada intimo demais.

         Quando sai toda cor de sua face foi embora e ele ficou paralisado olhando para mim como se tivesse criado algo fora do normal em meu corpo.

    Ele se levantou e veio em minha direção de um jeito predatório , eu não fugi, apenas fiquei parada encarando ele como quem diz “− Você esta louco?” Trevor não ligou para meu olhar, apenas se abaixou e começou a tocar minha meus pés e depois começou a subir lentamente passando pelas partes externas e internas das pernas e foi para as coxas segurando ela firme e erguendo na altura de sua cintura.

        Minha respiração travou na garganta e as palavras que tinham estado na ponta da língua perdeu-se no fundo de minha mente.

− Vamos relembrar os velhos tempos? – Perguntou levando a boca para minha orelha e me erguendo para que pudesse envolver minhas pernas em sua cintura, mas não o fiz.

− Desculpe. – Disse me separando e indo para cama e depois me cobrindo até o pescoço. – Não estou com vontade de fazer... com você pelo menos.

      Trevor riu provavelmente não acreditando no que estava ouvindo ,mais assim era. Eu não queria fazer. Não desse jeito.

− Você sempre quis ! – Disse voltando sua atenção para mim e indo em minha direção. – Não vai dar uma de difícil agora...

    Ele arrancou minha coberta e por um momento a cor de minha mão mudou. Eu não estava me concentrando o suficiente para manter a forma e Trevor estava me deixando nervosa com aquele olhar. Não era um olhar de desejo ou algo parecido, Era um olhar quase como se eu fosse comestível. Como se eu fosse um pastel saído do forno e ele um sem teto esfomeado.

 − Trevor saia daqui ! – Disse tentando não gritar. Tudo que eu queria no momento era ter um escândalo aqui.

      Trevor deitou ao meu lado e pegou meu rosto com as mãos. Meu coração estava batendo rápido e não conseguiria segurar minha forma por muito tempo.

− Você não é Alysha. Você é outra... coisa. – O sorriso que ele deu era forte e certo, como se a mentira estivesse estampado em minha cara.

      Eu não poderia mentir. Não mais, mas poderia jogar o jogo igualmente. Pensei . Trevor era um meta e se os outros fossem também não teria como provar que eu não era alysha uma vez que posso me transformar em quem eu quiser .

− Você também é outra coisa Trevor...

    Sua mão rodeou meu pulso e tudo estava perdido. Uma luz saiu da mão de Trevor e passou  sobre meu corpo e uma onda de energia se espalhou como um choque elétrico de mil volts em minha volta, meu corpo se arqueou sobre suas mãos e minha forma começou a mudar e desvanecer. Cabelos Claros se tornaram castanhos junto com os olhos e o corpo de uma pessoa que o havia maltratado mudou para um saudável . Tentei gritar pela dor mas não tinha força nem mesmo para essa tarefa. Quando o que Trevor estava fazendo comigo começou a diminuir e depois desaparecer meu corpo estava mole em suas mãos.

     Eu nunca consegui fazer aquilo com alguém . Nunca em minha vida. Tudo o que fazia era criar garras, morder e me transformar em outras pessoas, só isso. Medo me dominou. Um medo de que criaturas mais fortes estariam a solta por ai e que por azar eu tinha encontrado uma delas.

− Por que uma de sua espécie com essa forma... – ele fez uma pausa para passar sua mão sobre meu corpo . – Ia querer se transformar naquilo ?! – Ele quase riu quando disse isso . Obviamente eu não era a única que achava Alysha pouca coisa.

    Tentei juntar as palavras e elas saíram num gemido.

− Desculpe, mas percebi quando entrou que era diferente só pelo modo que andava. Parecia uma gatinha assustada enquanto Alysha parece um furacão. Falando alto, dizendo besteiras e gritando no celular. Era como uma Ninfa e uma prostituta trocando de lugar.

      Ele riu novamente acariciando meus cabelos com uma mão e meu corpo coma outra.

− Você ... é ou se transformou em Trevor. – perguntei cansada.

− Sempre fui Trevor ! – disse orgulhoso. – Nasci assim bebe . A única diferença é que fiz parte da família sendo adotado pelo tio de Alysha, mas ele morreu e fiquei morando aqui com meus tios, mas sempre soube quem eu era. Na verdade fiquei na forma de uma criança por uns bons anos e ninguém entendia por que não me desenvolvia já que era saudável , mas minha mãe pediu para ficar assim por um tempo por que havia coisas atrás de nós. Depois de um tempo...nunca mais a vi. Mas me dei bem , não?! Tenho uns truques na manga como pode ver.

      A estória não parecia ter sido criada por sua imaginação e ele também não tinha motivos para mentir uma vez que estava em suas mãos em vários modos.

    − Você vai me matar ?

− Me vale mais viva bebe. Afinal, seria um desperdício de nossa espécie te ver morta, não me lembro te ter visto uma única vez uma mulher tão bonita em nossa espécie como estou vendo agora, e acredite quando digo que sou mais velho do que pareço...  
     


       

                                      

Meu Conto Numa Revista !

   Lembram do conto Vampirize-me ! Que fiz especialmente para o Halloween ?! Então.. publicaram numa revista online chamada Reanimator Edição 3# ! Ebahhhhh . Eu amei e vou por o link para vocês verem também !



                                      

  Vocês  podem ler diretamente do Issu no link  abaixo:

Reanimator 3


Every Other Day - Capítulo 30


"Abaixem suas armas, vem com a gente, e ninguém mais tem que morrer. "A voz do homem era sem alma e calma quando ele apontou sua arma para Elliot e Beth, e foi quando eu percebi- Eles mataram Skylar para fazer um ponto. Para me fazer maleável. Me machucar. Não. Raiva era uma coisa física. Ele tomou conta de meu corpo até que eu estava se afogando nele, borbulhava de dentro de mim, como um vulcão pronto para explodir. Dentro e fora, quente e fria, ele estava em toda parte, absoluto.

    Eu respirei-o, e eu respirei-lo. Engoli a plena força dela toda, porque a alternativa estava dando em outra coisa, a voz que pequena na parte de trás da minha cabeça que Skylar disse que era ..
.
Não.

   Eu tirei meus olhos longe do corpo que nem sequer parecia o dela, não mais, e eu dei-me ao furor. Bendita fúria.

    Meus olhos se estreitaram em fendas. Meus dedos se enroscaram em garras. O homem que matou Skylar deve ter percebido o perigo,
porque ele virou a arma de Bethany e Elliot para mim.

Eu estava com ele em um instante.

Ele desceu, rígido, e sua arma batiam abaixo do corredor como uma rocha saltando sobre a água. Eu poderia ter agarrado seu pescoço como um galho, um palito de picolé, um palito.

Mas não o fiz.

Eu montei seu corpo e bate em sua bochecha . Eu senti o crack, Senti o cheiro de seu sangue.
   Ao nosso lado, seu parceiro tentou espetar-me com alguns
tipo de Taser. Cheguei de volta e o agarrei pelo pulso e girei, dobrando a arma de volta em seu peito, o seu torso. Senti o cheiro do perfume de sua carne em carbonização. O segundo Parceiro caiu, as luzes do ar se dissiparão. O que quer que eu me tornei, o que eu estava no ponto de fazer, mesmo a vontade de olhar o'-os tufos-parecia saber que agora era a hora de correr.

    Eu me mudei para lançar a Taser para o lado, mas notei uma
variedade de controlos na parte inferior. Mecanicamente, eu
pressionado cada botão. Uma lâmina bateu para fora da extremidade traseira da Taser. Um alarme soou. E, em seguida, finalmente, a porta para o complexo foi aberta na distância.

"Não ", o homem debaixo de mim, ainda respirando, ainda vivo, o caminho que Skylar jamais faria novamente-eu disse. "Você vai
deixá-los fora. "

"Você a matou", eu disse, prendendo-o com os meus joelhos. "Ela
nunca fez mal a ninguém, e você a matou, só porque você podia. "Eu olhei nos olhos dele e cavei minha agulha afiada para as bolas de seus ombros, rasgando a carne até que eu bati no osso.

Ele gritou.

"Você matou ."

"Você matou."

  A voz que disse essas palavras não soava como a minha voz. Parecia velha e irritada, quase selvagem.

"Você é um assassino."

     Eu trouxe o meu rosto para baixo perto do homem. Meus lábios quase tocando seu rosto, eu levantei minhas mãos ensangüentadas de seu rosto, e pintei vermelho.

Sede.

    Desta vez, eu não lutar contra isso. Olhei para o homem. Ele olhou
para mim. E então eu enterrei minha cabeça em seu pescoço.

Dentes conheceram pele. Ela rompeu e eu me alimentei.
Sim. Sim. Sim.

Sim para matar o homem que matou Skylar.

Sim para o sangue.

Sim para o fogo em brasa e a sensação contra a minha garganta e a raiva viva em minha respiração. Eu podia sentir meus sentidos em expansão, sentir o homem sob mim esforçando, e até o ponto em que ele não o fez. A frase "ir para a jugular" sempre soou impiedosa, mas este-este era doce. Eu não conseguia lembrar o ser humano, não poderia imaginar o fato de que eu nunca seria novamente. E essa foi a maneira que eu gostei disso, porque o ser humano significava conhecer, lembrando ... significava olhar por cima do ombro e ver a garota que eu não podia salvar. A única que tinha escolhido para vir aqui.

Me escolhido.

 “  Você não tem que fazer isso sozinha. Você não deveria. Às vezes não há boas escolhas. Eu estou contente.” A Voz da Skylar tocando na minha mente, eu soltei a minha presa e me sentei. Poder crepitava através do meu corpo. Eu me senti forte, como se eu
pudesse prender um osso sempre tão levemente entre os dedos e
assistir enquanto os reduzia a pó.

    Um sussurro de som peguei em meus ouvidos, e  girei, pegando o cheiro de suor e lágrimas humanas. Elliot estava em pé no meio do caminho, Bethany deitada no chão ao lado dele. Seus olhos se fixaram no meu sangue em minha boca, e ela subiu para trás em todos os quatro, como eu poderia matá-la em seguida.
Como ela estava com medo de mim.

Estou com medo de mim, pensei. Sangue no meu rosto, o meu próprio batimento cardíaco acelerado, eu encontrei os olhos de Elliot.

"Skylar", disse ele asperamente. "Onde está Skylar?"

O nome da ferida. Só de ouvir isso me fez querer se apegar a
a raiva, a distância, a sede ... qualquer coisa menos isso.

"Onde ela está?" Elliot disse novamente, sua voz ecoando
através da escuridão e do deserto, afiada como um chicote.
Eu não poderia fazer isso, não poderia pensar isso, não podia explicar que as mesmas criaturas que tinha mexido com suas memórias levou sua irmã para fora do caminho. Que ela estava morta. Tinha partido. Apenas um corpo e não muito de um para isso. Sem querer, meu olhar passou rapidamente para o corpo que
permaneceu da  minha primeira-única Amiga, eu pensei estupidamente. A palavra é amiga.
        Elliot seguiu meu olhar, e ele voou para o lado dela, sem
perguntas, sem hesitar. As poucas chamas que não tinham queimado
se foram lambendo suas roupas e mãos, mas ele ignorou.
Tocá-la só queimá-la. Eu sabia disso. Não faria trazê-la de volta.
Movendo-se lentamente para mim, pelo menos, eu tranquei as minhas mãos ao redor de seus ombros e puxou-o para longe do fogo,
longe dela. Meus olhos encheram-se com as coisas que eu não poderia dizer, mas Elliot olhou direto através de mim.

Ele me empurrou.

"Eu vou matar você", disse ele. Fechei os olhos, o ar fresco da noite contra a minha face suja. Eu não iria impedi-lo. Eu não lutaria.

"Elliot", Bethany disse, sua voz rompendo as trevas. "Isto não é ... Kali não ..."

   Ela não podia formar as palavras, não quando eles tinham me visto
arrancar a jugular de um homem com meus dentes.

"Vamos embora." Voz de Bethany era pouco mais do que um
sussurro, mas ouvi-a da mesma forma.

   Assim como eu ouvi Elliot soltar um suspiro estrangulado.
Assim como eu ouvi os dois a pé, em seguida, indo a distância.
Eu os assisti ir, e uma vez que eles foram embora, eu assisti o
lugar onde eles estavam. Então, finalmente, eu me mudei de volta para soleira da porta pisando sobre os corpos dos guardas, peguei
o Taser, e apertei o botão para abrir e depois fechar o portão.

 Ninguém aqui, mas nós monstros agora, pensei
. Eu meio que esperava a voz de Zev  aderir ao som do meu próprio,
mas se ele estava lá, ele ficou em silêncio. Virando a atenção de
dentro da minha cabeça para o que estava acontecendo lá fora, eu
registrei o toque contínuo de alarmes. Eu pressionei outro
botão no Taser, e eles pararam.

    Se alguém não sabia que eu estava aqui antes, eles sabiam agora.

    Mas quando eu joguei a Taser para um lado e comecei a caminhar
pelo corredor único, eu não conseguia afastar a sensação de que não havia ninguém. Só eu e os monstros. Eu podia senti-los de perto, mas não muito perto, mais deles do que eu poderia contar. E ainda, neste corredor uma escassa, não era nada além de mim e do silêncio e os homens que eu tinha matado.

Os que tinham matado Skylar.

   Não. Eu não acho que o nome dela. Eu não acho nada mas não importa o quanto eu tentasse, eu não conseguia encontrar o meu caminho de volta para o lugar de pura raiva. Eu não poderia fingir que eu não estava com medo das coisas que eu tinha feito. A coisa que eu estava.

Desarmada fora  a arma na minhas costas e minha menor faca, eu andava para a frente, com as mãos estendidas para o lado, como se eu fosse algum tipo de dançarino, como se esta fosse uma corda bamba, em vez de um corredor, e todos os olhos estavam em mim.

Eu notei uma luz vermelha piscando no canto. Uma câmera.

"Você  me queria ", disse eu. "Agora você me pegou."

  Eu esperei por minhas palavras a afundar nos, em seguida, quebrei a câmera. Meu corpo quente com o sangue humano, me levou dois minutos a andar de todo o comprimento do edifício.

Nada. Nenhum povo. Nenhum monstro. Nada de  Zev.

    Houve, no entanto, um elevador, e vendo que me permitiu a fazer sentido das coisas que eu estava sentindo, sentindo. O caçador em mim sentia presa, mas não importa a direção que eu andava, o canto da sereia do preternatural ficou exatamente o mesmo.
    Eu não estava ficando mais perto ou mais longe de distância, porque ficando para os bichos não era uma questão de virar à direita ou esquerda. Eu voltei para a porta de entrada e peguei um dos cartões de identidade;

"Indo para baixo."

A porta do elevador abriu, me levando para outro corredor. Ao contrário do primeiro, no entanto, este ostentava uma luz no o fim do túnel falando-metaforicamente. Na verdade, a "luz" era escuro e sombrio, e quanto mais eu andava através do corredor,  mais escuro ficava. Quando eu dobrava o canto, eu percebi que, como em ruínas e apodrecendo como este edifício parecia a partir do lado de fora, aqui,nov subterrâneo, que era imaculado. As paredes brancas revestidas de um piso de cerâmica, e o quarto no o fim do túnel não era apenas um quarto.

É um mausoléu. Ou, pelo menos, era o que parecia. O anti-séptico
branco do corredor deu lugar a paredes feitas de mármore e
pedra. Eu passo à frente, sentindo-se como se eu tivesse invadido o
santuário das luzes mortas, e fluorescentes inundavam a sala. Quase imediatamente, eu localizei  uma câmera idêntica à que eu tinha destruído, e eu me perguntava se tinha trazido a luzes para meu benefício, ou se as câmeras foram anexadas aos sensores de movimento. De qualquer maneira, eu poderia fazer uma porta no
outro lado da sala cavernosa. Eu também podia ver as sombras no chão, cada um vagamente na forma humana . Eu recuperei minha remanescente solitária faca, e então eu olhei para cima.
     O teto era de vinte metros de altura, talvez não , o que significava que as criaturas pendurado de cabeça para baixo as vigas eram oito ou nove metros acima da minha cabeça. Lá estavam dezenas deles, cada um com uma cabeça humana, humanos membros, um corpo humano. Cada um juntos errado.

"Eles são chamados de Alan", disse uma voz. Olhei para cima e
vi que a porta do outro lado da sala estava aberta.

"Nós não os fizemos, se é isso que você está pensando. Nós os encontramos nas Filipinas. Eles são híbridos, os naturais Entre nossa espécie e a sua. " Lá em cima, uma das Alan abriu os olhos. Eram assustadoramente azul. Ele caiu no chão ao meu lado,
e minha mente processou a razão do seu corpo tinha aparecido
quase humana, mas não completamente.

   Seus braços e pernas estavam para trás, o pescoço tão fina que
mal podia apoiar a sua cabeça.

"Eles morrem jovens e não podem se reproduzir sem assistência. "Rena Malik encostou-se à porta."Dois ou três organismos não pode naturalmente cruzar com qualquer coisa que aproxima o sucesso. "
O Alan gaguejou para mim, saltos em primeiro lugar.
"Cuidado," minha mãe disse. "Ele morde."

    A criatura não me mordeu. Ele veio até mim e me aninhou, sua pele tão fina que eu podia sentir os contornos de seus ossos.

Eu recuei.

"Você pode matá-lo se você gostar", disse Rena. Eu não pensaria nela como minha mãe, nem nunca, agora não.

"Eu não me importo."

“Você pode dizer arma?”

Pensei em todos os jogos, todos os testes, e eu deixei cair a faca da minha mão.

"Volte a dormir", eu disse a coisa na minha frente, contornando-a e fechando o espaço entre mim e o verdadeiro inimigo aqui.

"Você poderia me matar também", disse Rena. "Mas agora, eu sou
a coisa mais próxima que temos de um amigo. "
      A Cara de Skylar brilhou em minha mente. "Você não é minha
amiga, "eu disse rapidamente.

"Não", Rena concordou. "Eu não acho. Mas eu sou sua mãe. "

Ouvindo-a dizer  era pior do que a sensação do
a bochecha de Alan contra a minha.

"É bom ver você, Kali. Se você queria ver isso, me ver-tudo que tinha que fazer era pedir. "

    Meus dedos apertados em torno da lâmina na minha mão, mas eu
não poderia fazer meu movimento do braço, porque sua voz, a maneira que ela disse meu nome, o sorriso suave no rosto, era tudo
exatamente o mesmo. Como se nada tivesse mudado. Como se ela não tivesse perdido mais de uma década de minha vida.
Como esta era uma casa, e não um laboratório. Como seus homens não tinham acabado de matar Skylar. Como eu não tinha matado seus homens.

"Eu não sabia que era você até hoje", ela me disse quando fez algum tipo de diferença. "Eu não sabia que o anfitrião era você, e agora eu sei. " Suas palavras desbloquearam meus músculos congelados. Alegando que não tinha ordenado a minha morte não foi o suficiente, não quando Skylar estava como cinzas no vento. Em um movimento único fluido, trouxe o cabo de minha faca na parte de trás de sua cabeça- primeiro. Ela caiu no chão, e algo ameaçou dar dentro de mim. Eu empurrei de volta contra ele.

Mais tarde, pensei.

Eu poderia quebrar mais tarde.

   Eu podia sentir sua falta e odiá-la e desejar que eu nunca tivesse a ouvido falar  dizer meu nome, depois.

Agora, eu tinha que encontrar Zev.